Nova exposição no MAC USP subverte estigmas da solidão
A desconstrução dos estigmas da solidão e da solteirice é tema central da exposição "Solo: Artes de Viver Só, Juntos", que inaugura no dia 22 de agosto no MAC USP. A mostra, resultado de pesquisas acadêmicas na FAU USP e na Universidade de Princeton, revela como a figura do solteiro desafia valores burgueses de família e de privacidade para inspirar experimentações na arte, na arquitetura e no design. A exposição estará aberta até 28 de março de 2027, na ala B do 4º andar do museu, localizado no Ibirapuera, em São Paulo. Fruto de pesquisas desenvolvidas pelos professores José Lira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e Beatriz Colomina, da Universidade de Princeton, o projeto que culminou na exposição nasceu de disciplinas e seminários de pós-graduação ministrados nas duas universidades nos últimos anos. Com curadoria de José Lira (FAU USP / MAC USP), Beatriz Colomina (SOA - Princeton) e Mark Wigley (GSAPP - Columbia), a mostra selecionou 15 obras de arte, entre elas obras do acervo do MAC USP, e 22 contribuições de pesquisadores de 15 países diferentes. Segundo o Prof. Dr. José Lira, diretor do MAC USP, a mostra é “um convite a olhar para a solidão, o isolamento e a solteirice não como realidades necessariamente melancólicas e limitantes, mas como ocasiões de criação, de prazer, de trocas e de afetos". Ele ressalta que os adultos solteiros somam mais de um terço da humanidade, gerando uma profunda modificação dos conceitos de família, casamento e privacidade, mostrando a relevância do tema na contemporaneidade. Seis eixos da solteirice A exposição organiza-se em seis núcleos, que mapeiam as múltiplas facetas da vida solitária: Encontros e Pegações explora espaços de sedução e de conquista; O Baile dos Solteiros apresenta a solteirice como escolha legítima e campo de experimentação; Solitudes Insubmissas foca no retiro como estratégia de emancipação ética e política; Prazeres do Isolamento destaca refúgios desejados em lugares remotos; Domínios de Confinamento aborda a solidão imposta; e Cápsulas de Solidão reflete sobre a solidão em condições extremas. A mostra inclui obras de artistas e arquitetos como Alair Gomes; Andrea Brown; Dias & Riedweg; Eileen Gray; Fabiana de Barros; Flávio de Carvalho; Gerard & Kelly; Harry Measures; Hudinilson Jr.; Le Corbusier e Pierre Jeanneret; León Ferrari; Marcelo Cidade; Nazareno Rodrigues; Rafael França; Rosângela Rennó; Sérgio Bernardes; Sérgio Rodrigues e Wlademir Dias-Pino. A exposição será acompanhada por um simpósio internacional no dia 25 de agosto, reunindo os curadores, professores e pesquisadores de instituições brasileiras e estadunidenses. Tanto a mostra quanto o evento, de acordo com Lira, buscam iluminar um "caleidoscópio do viver só, juntos", enfrentando a complexidade social para tornar visível o que resiste às generalizações. Serviço Exposição: Solo: Artes de Viver Só, Juntos Curadoria: José Lira (FAU USP / MAC USP), Beatriz Colomina (Princeton) e Mark Wigley (Columbia) Abertura: 22 de agosto de 2026, às 11 horas Período da exposição: De 22 de agosto de 2026 a 28 de março de 2027 Local: MAC USP – 4º andar, Ala B Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera, São Paulo - SP Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 21h Entrada: Gratuita Classificação Indicativa: 18 anos
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